A mudança climática têm alterado os padrões de temperatura, umidade e precipitação, criando condições que favorecem o aumento de doenças respiratórias, alérgicas, dermatológicas e infecciosas. Fenômenos como o El Niño intensificam essas oscilações e influenciam diretamente a saúde da população.
Dados de serviços de saúde mostram que períodos de frio intenso, alta umidade e ar seco costumam ser acompanhados por um aumento nos atendimentos por rinite e asma, além de infecções respiratórias. Diante desse cenário, compreender a relação entre clima e saúde torna-se cada vez mais importante.
Mudanças no clima favorecem o aumento de doenças respiratórias
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a mudança climática um dos principais desafios para a saúde global no século XXI. Além de alterar a frequência e a intensidade dos eventos climáticos extremos, essas mudanças também influenciam a distribuição de doenças e ampliam os riscos à saúde.
Durante os meses mais frios, a permanência em ambientes fechados e com pouca ventilação facilita a transmissão de vírus respiratórios. Ao mesmo tempo, o aumento da umidade favorece o surgimento de mofo e fungos em casas e locais de trabalho, enquanto o ar seco resseca as mucosas e aumenta a irritação das vias aéreas.
Essas condições contribuem para o agravamento de doenças como rinite alérgica e asma, que costumam apresentar piora justamente nos períodos de maior instabilidade climática.
Prevenção continua sendo a principal aliada
A semelhança entre os sintomas das alergias e das infecções respiratórias pode dificultar a identificação do problema. De acordo com a especialista, a presença de febre, tosse intensa, mal-estar ou dificuldade para respirar merece atenção e deve motivar a procura por avaliação médica.
Entre as principais medidas de prevenção estão manter a vacinação contra a influenza em dia, garantir boa hidratação, manter os ambientes ventilados, controlar a umidade para evitar mofo e reduzir a exposição a mudanças bruscas de temperatura quando possível.
As oscilações climáticas já fazem parte da realidade e seus impactos sobre a saúde tendem a exigir cada vez mais atenção. Informar as pessoas e incentivar medidas preventivas são passos importantes para reduzir os efeitos desses eventos no dia a dia das pessoas.
Fonte: Terra